quarta-feira, 27 de junho de 2007

Consumo, logo existo (Frei Betto)

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. "Quem trouxe a fome foi a geladeira", disse. O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável. É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais – manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e acozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico. A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais. Trata-se de um ritualque possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela. Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos "Manuscritos econômicos e filosóficos" (1844), ele constata que "o valor que cada umpossui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós." O capitalismo de tal modo desumaniza quejá não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadoriasque me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meuvalor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado aomundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão. Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, temalma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essainteração matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígene cultua umaárvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém.Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinhoguardado na adega, uma jóia?Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, nasociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife. Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim umaFerrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em cinderela… Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberalnos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade. Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc. Comércio deriva de "com mercê", com troca. Hoje as relações de consumo sãodesprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas.Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre ovendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações devizinhança, como ainda ocorre na feira. Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da faltade convívio é compensada pelo consumo supérfluo. "Nada poderia ser maior quea sedução" – diz Jean Baudrillard – "nem mesmo a ordem que a destrói." E asedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeirao consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagandose necessito algo. "Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo. Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."

terça-feira, 26 de junho de 2007

Relatório da oficina de EXTENSÃO POPULARque ocorreu no I CONEM – Congresso Nordestino de Educação Médica, em Recife - PE, no dia 09 de junho de 2007.

A oficina começou com oficina com um vídeo: "Curuquê? Benzedeiras, Plantas Medicinas e Bioterapia". Depois abriu para a conversa e plenária final do congresso. Reforçar a importância da indissociabilidade de ENSINO – PESQUISA – EXTENSÃO, como forma também de valorizar a extensão e a integralidade.

Relatório da oficina:
Que o pilar: ensino – pesquisa – extensão deve ser centrado nas questões sociais, priorizando as necessidades da população.
Identificar formas de viabilizar projetos de extensão
Criar incentivos para a extensão universitária especialmente àqueles projetos vinculados/referenc iados na educação popular
Criar o Fórum de Extensão no Congresso Brasileiro de Educação Médica deste ano, em Uberlândia.
Destacar a importância das vivências e da extensão na formação do estudante, bem como a importância do diálogo de saberes com a população.
Incluir o estudo dos relatórios das Conferências de Saúde (municipal, estadual e nacional) na graduação.
Fortalecer a prática de extensão transformadora / popular na graduação, curricularmente.
Que as práticas assistencialistas, filantrópicas, pontuais, tenham sua importância, mas não sejam consideradas como extensão, uma vez que não ocorrem a troca dos saberes popular – científico.
Incluir os pró-reitores de extensão e a população nesta discussão para que o novo conceito de extensão seja realmente válido na prática.
Então... ficou isso ai para a ABEM Nordeste trabalhar no campo da extensão, espero que as outras regionais da ABEM também tenham produzido algo. O importante agora é garantir o ponto cinco para assim levarmos não só os pontos acima, mas outros de outras regionais e construir, agir e receber os frutos.
NOTÍCIA ENVIADA POR: Rodrigo Oliveira
GT de Extensão da ABEM
Coordenação de Extensão da DENEM

terça-feira, 19 de junho de 2007

CARTA DO 5º CONGRESSO NACIONAL DO MST

Nós, 17.500 trabalhadoras e trabalhadores rurais Sem Terra de 24 estados do Brasil, 181 convidados internacionais representando 21 organizações camponesas de 31 países e amigos e amigas de diversos movimentos e entidades, reunidos em Brasília entre os dias 11 e 15 de junho de 2007, no 5º Congresso Nacional do MST, para discutirmos e analisarmos os problemas de nossa sociedade e buscarmos apontar alternativas.Nos comprometemos a seguir ajudando na organização do povo, para que lute por seus direitos e contra a desigualdade e as injustiças sociais. Por isso, assumimos os seguintes compromissos:
1.. Articular com todos os setores sociais e suas formas de organização para construir um projeto popular que enfrente o neoliberalismo, o imperialismo e as causas estruturais dos problemas que afetam o povo brasileiro.
2.. Defender os nossos direitos contra qualquer política que tente retirar direitos já conquistados.
3.. Lutar contra as privatizações do patrimônio público, a transposição do Rio São Francisco e pela reestatização das empresas públicas que foram privatizadas.
4.. Lutar para que todos os latifúndios sejam desapropriados e prioritariamente as propriedades do capital estrangeiro e dos bancos.
5.. Lutar contra as derrubadas e queimadas de florestas nativas para expansão do latifúndio. Exigir dos governos ações contundentes para coibir essas práticas criminosas ao meio ambiente. Combater o uso dos agrotóxicos e a monocultura em larga escala da soja, cana-de-açúcar, eucalipto, etc.
6.. Combater as empresas transnacionais que querem controlar as sementes, a produção e o comércio agrícola brasileiro, como a Monsanto, Syngenta, Cargill, Bunge, ADM, Nestlé, Basf, Bayer, Aracruz, Stora Enso, entre outras. Impedir que continuem explorando nossa natureza, nossa força de trabalho e nosso país.
7.. Exigir o fim imediato do trabalho escravo, a super-exploraçã o do trabalho e a punição dos seus responsáveis. Todos os latifúndios que utilizam qualquer forma de trabalho escravo devem ser expropriados, sem nenhuma indenização, como prevê o Projeto de Emenda Constitucional já aprovado em primeiro turno na Câmara dos Deputados.
8.. Lutar contra toda forma de violência no campo, bem como a criminalização dos Movimentos Sociais. Exigir punição dos assassinos - mandantes e executores - dos lutadores e lutadoras pela Reforma Agrária, que permanecem impunes e com processos parados no Poder Judiciário. 9.. Lutar por um limite máximo do tamanho da propriedade da terra. Pela demarcação de todas as terras indígenas e dos remanescentes quilombolas. A terra é um bem da natureza e deve estar condicionada aos interesses do povo.
10.. Lutar para que a produção dos agrocombustíveis esteja sob o controle dos camponeses e trabalhadores rurais, como parte da policultura, com preservação do meio ambiente e buscando a soberania energética de cada região.
11.. Defender as sementes nativas e crioulas. Lutar contra as sementes transgênicas. Difundir as práticas de agroecologia e técnicas agrícolas em equilíbrio com o meio ambiente. Os assentamentos e comunidades rurais devem produzir prioritariamente alimentos sem agrotóxicos para o mercado interno.
12.. Defender todas as nascentes, fontes e reservatórios de água doce. A água é um bem da Natureza e pertence à humanidade. Não pode ser propriedade privada de nenhuma empresa.
13.. Preservar as matas e promover o plantio de árvores nativas e frutíferas em todas as áreas dos assentamentos e comunidades rurais, contribuindo para preservação ambiental e na luta contra o aquecimento global.
14.. Lutar para que a classe trabalhadora tenha acesso ao ensino fundamental, escola de nível médio e a universidade pública, gratuita e de qualidade.
15.. Desenvolver diferentes formas de campanhas e programas para eliminar o analfabetismo no meio rural e na cidade, com uma orientação pedagógica transformadora.
16.. Lutar para que cada assentamento ou comunidade do interior tenha seus próprios meios de comunicação popular, como por exemplo, rádios comunitárias e livres. Lutar pela democratização de todos os meios de comunicação da sociedade contribuindo para a formação da consciência política e a valorização da cultura do povo.
17.. Fortalecer a articulação dos movimentos sociais do campo na Via Campesina Brasil, em todos os Estados e regiões. Construir, com todos os Movimentos Sociais a Assembléia Popular nos municípios, regiões e estados.
18.. Contribuir na construção de todos os mecanismos possíveis de integração popular Latino-Americana, através da ALBA - Alternativa Bolivariana dos Povos das Américas. Exercer a solidariedade internacional com os Povos que sofrem as agressões do império, especialmente agora, com o povo de CUBA, HAITI, IRAQUE e PALESTINA. Conclamamos o povo brasileiro para que se organize e lute por uma sociedade justa e igualitária, que somente será possível com a mobilização de todo o povo. As grandes transformações são sempre obra do povo organizado. E, nós do MST, nos comprometemos a jamais esmorecer e lutar sempre. REFORMA AGRÁRIA: Por Justiça Social e Soberania Popular!
Brasília, 15 de junho de 2007

segunda-feira, 21 de maio de 2007



Como posso dialogar, se me sinto participante de um "gueto" de homens puros, donos da verdade e do saber, para quem todos os que estão fora são "essa gente", ou são "nativos inferiores"?
Paulo Freire

sábado, 19 de maio de 2007

Diante do inevitável, Zorro comentou: ‘Xi, Tonto, nós estamos cercados!’. Ao que Tonto, sabiamente, respondeu: ‘Nós quem, cara-pálida?’”

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Diálogo entre a Tati e o Wilton, no orkut, depois de ler o Blog:

Wilton:
Tati, que legal este teu blog!Li os dois textos e compartilho de muita coisa que escreveste!Sobre problematizar, quero contribuir com uma frase de Rubem Alves "o que não é problema não é pensado", de memória...Tenho discutido esta idéia com meus alunos (faz parte da filosofia da ciência) e atualmente estou contextualizando assim "o problema gera a racionalidade"...Algo como, antes de ser racional, o homem precisa ser percepção, mas não qualquer, e sim uma que garanta a sobrevida.A determinação biológica inicial.Deu pra sentir?Bj.WW

Tati:
Wilton.. porque a percepção e a racionalidade presisam ser separadas? A percepção seria algo irrracional? São divisões humanas, como mente e corpo, teoria e prética, homem e natureza, sujeito e objeto. Sobre a frase de Rubem Alves, concordo... pois a gente só percebe e pensa (racionaliza)o q incomoda, grita aos olhos ou dentro da gente. Então, seguindo seu raciocínio: penso logo existo (ou desisto?). Problema - percepção - racionalizo - problema. rsrsrsrrs. São pensamentos lineares... prefiro os complexos. Estou com saudades de vcs, aguardo seus comentários e avaliação da estadia!! Abçs. AH!! QUEREMOS ENATESPO.

Wilton:
Bom, Tati, elas não precisam ser separadas. Tem um amigo que diz que uma ameba percebe, mas será que ela racionaliza? O texto de Ruben Alves diz que só quem percebe (e se incomoda/importa) é que racionaliza!Não acho que seja linear, a junção dos dois gera algo maior que a soma. Embora pareça muito com a proposição do Descartes. Para ele pensar era a única coisa capaz de garantir sua existência como individuo, pessoa. E eu acho que ele estava certo.Bjs.Tambem quero Enatespo!WW

Tati:
A ameba não racionaliza. Olhei no dicionário: "perceber- adquirir conhecimento de, pelos sentidos. Compreender, notar,ouvir, ver bem, ver ao longe (FERREIRA, 1989). Isso quer dizer que: uma ameba não percebe. rsrsrrsrsr. Ela sofre uma quimiotaxia, ela não tem sentidos. Amanhã faremos avaliação do café.. vou te passar e queremos a avaliação de vcs tb!! Bjs

Wilton:
Olá, estou gostando... a quimiotaxia! O meu amigo diz que se colocar uma gota de ácido perto da ameba... ela se afasta. Ela não racionaliza, mas reage. Vi em algum lugar que células podem ter memória... tô achando que a origem da razão pode estar daí.Bom, mas pode estar em Adão também.O que achas??

Tati:
A origem da razão é visceral? Celular? Pode ser uma das origens, mas continuo a buscar a origem complexa das coisas... Isto é: são várias origens e que muitas vezes se contradizem e nem dialogam. A razão é criação humana. Mas acho que a ameba não tem razão!! Ela tem quimiotaxia!! Nossa razão não é guiada por neuromediadores. A razão também pode ser cultural, social, antropológica, histórica, genética, religiosa, astrológica, física quântica... Se vc pensar somente na célula, estará sendo cartesiano e biologicista. Rsrsrs

Wilton:
Ei Tati, usei o exemplo da ameba para levantar uma reflexão onde ações (processos) "inteligentes" do ponto de vista da Vida prescindem da problematização “racional”. Você é que perguntava o que era a problematização. E eu tentava mostrar que a "razão como reflexo da matéria" pode fazer sentido. É uma pista interessante, principalmente se tens interesse no “complexo”. Outros amigos dizem que uma possibilidade de perceber o complexo é absolutamente não racional. Meditação. Complicou?

Tati:
o antagonismo da "simplicidade" da ameba em relação a complexidade humana, da quiomitaxia a racionalização, da simplificação a problematização, racionalização a meditação, da ação a reflexão, instinto a inteligência... tá vendo como é dicotomizada? Acho que pra resolver isso tudo só a arte! A subjetividade... só o pensamento complexo mesmo!!! Vou citar o Nilson Machado: A partir de tal rede de significações, as relações entre os objetos do esquema acima é constituída de nós e conexões, onde um nó é resultante da conexão de diversos fios e as conexões são caracterizadas pela referência aos nós que interligam, elabora-se operacionalmente a diluição dos objetos em relações e, reciprocamente, a consubstanciação de relações em objetos. Se constituindo em relações dinâmicas, onde as relações ora não nítidas, ora perdem a força. Assim, à medida que perde força a distinção nítida entre objetos e relações, configura-se com mais clareza certa dualidade entre os elementos desse par, na qual os objetos são percebidos/concebidos como feixes de relações e feixes de relações são transformados em novos objetos; as relações são determinadas por pares de objetos e cada objeto é caracterizado pelas relações nele incidentes ou dele emergentes (MACHADO, 1994).

Wilton:
Tati, não sei, acho que não estamos conseguindo nos entender, mas minha intenção não é estabelecer dicotomias. Não coloquei o "antagonisno" da simplicidade CONTRA a complexidade. Usei a ameba para sinalizar que toda a complexidade do raciocínio pode ter se originado de algo extremamente simples, que inclusive ainda pode estar aí.Vi o Machado, a dialética também trabalha com pares e usa a totalização para ampliar os significados e as perspectivas.WW

Tati:
Por isso que a "inspiração" do pensamento complexo é o marxismo, Morin é autodidata e leu Marx para se fundamentar. Acho que a origem da complexidade do raciocínio, ou a origem da percepção dos problemas, é algo que mais ligado a física quântica. Pois é o reflexo do todo nas partes, por exemplo, é o reflexo de todo um contexto, de uma história, de uma subjetividade, que o mundo (universo, sociedade, cultura, tempo), imprimiu em um ser ou indivíduo, e este imprime na sociedade, onde um é todo, e o todo é um rsrsrrsrs. Este todo só pode ser compreendido dentro de seus antagonismos, das perspectivas, das percepções... Como constata Boaventura Santos: estamos divididos, fragmentados. E que a condição epistemológica da ciência repercute na condição existência do cientista. Eu já entendo o contrário, a condição existencial da pessoa, repercute no modo de ver o mundo. Por isso que Morin fala na consciência planetária, numa mudança de pensamento humano para continuação da vida na terra. Tudo é mais complexo, é total e dividido, ao mesmo tempo.

Wilton:
Tati, agora eu dancei, não entendi nada. Qual era mesmo a premissa da ameba? Eu estava propondo uma hipótese (portanto com probabilidades de ser falsa e falível, não entendi o contraditória. Qual a contradição?. Eu proponha uma relação (evolutiva?) entre irracional/racional. De um tipo de "saber" que está além da racionalização, como a memória celular (se é que existe mesmo). Isto faz sentido para mim, se falamos de problematização.Qual é a ligação da percepção dos problemas com a física quantica?WW

Tati:
assista ao filme: "quem somos nós?"

Como criar um Blog, indicação do J. Eri

J.:

Oi Tatis....claro que indico.
As duas melhores opções são o www.blogger.com e o famoso www.wordpress.com . Para quem vai iniciar eu aconselho o blogger. Embora nao tenha tantos recursos quanto o wordpress, ele tem uma área de administração bem amigável.
Para usar o blogger é bom que vc tenha um conta Google, assim vc poderá desfrutar dos novos recursos recém implantados (programaçao em Ajax).
O Blogger apesar de ser o vovô dos blogs ainda fica devendo em muitos aspectos, falta muito ainda para satisfazer blogueiros mais exigentes. Bom, vamos aguardar o que a turma do Google deve trazer boas novidades. Resumindo...fique com o blooger.
Agora se vc quiser ter um blog com seu próprio domínio, tipo www.tati.com vc vai ter que ficar com o wordpress mesmo.